sábado, 9 de abril de 2011

Poucas palavras

Hoje não tenho muito o que dizer.
Só que, me aproximar de você, me faz bem.
E fogem as palavras.
E fazem-se as lágrimas descontroladas, sob o meu rosto feliz em te ter.
São poucos os que fazem bem ao nosso coração,  imensurável  bem.
Traz consigo a esperança de viver em canções, em poesias.
Deixando pra trás toda e qualquer agonia, que saudade não quero mais.
Quero mais você aqui, me desconcertando.
Repousando no teu ombro, com meu calor desordenado.
É só a minha felicidade, ao encontrar a própria liberdade.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sem querer


Sou culpada de te roubar a alma. De querer tomá-la pra mim.
Sou culpada de perder a calma, e não deixa-lo ir embora sem se despir.
Sou culpada de te querer sem fim, sim.
Pode me prender.  Pode me enlouquecer.
Pode me culpar por tudo.
Eu me entrego.
Só não culpe pelo amor que sente, isso foi realmente sem querer.

Daniela Mercury

quinta-feira, 10 de março de 2011

Nossos (re)encontros.

Vez em quando gosto de ficar calada, lendo teus gestos.
Esse hábito incansável de interpretar teus olhares.
Te tocar, como folheio cada página.
E te devorar, como meus livros preferidos.
Manuscrito.
Rascunho da minha felicidade.
Passo a limpo todas as incertezas e angústias.
Pra a gente reinventar nosso final feliz, novo de novo a cada capítulo.
Te peço, seja protagonista na minha vida pacata.
Vilão pra minha solidão.
Narre nossa história aos quatro ventos, pra jamais esquecer...
Esse nosso romance.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ecoando sensações.

Caminhei pelo jardim, com os sentimentos fervendo.
Transbordando todas as linhas de pensamento.
E meu papel em mãos, pronto pra servir de ombro amigo.
Mas é tudo tão intenso, confuso.
Muito. Entende? Não, você não entende.
Não me force a falar das noites em claro, pensando no baú onde guardo meus sonhos.
Nas portas que se abrem, que se fecham.
Deixo aqui meu caderno, de lado. E canto pra lua, Rainha cheia.
Sem hora, sem demora.
Era só o que eu queria, pra cuspir os sentimentos fielmente...
em cada estrofe, acorde.
Entoando o meu desabafo particular.
E se você não entende, sinta-se em casa.
Eu também vim aqui só pra ouvir essa canção.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Esse é o amor, e sim, ele vem sempre aqui.


“Foi quando ela se escondeu, porque estava sem cabelo, e eu disse que não a amo somente fisicamente e sim espiritualmente, pois não amamos um corpo e sim uma alma.”

- Gabriel, 9 anos para Giovanna, 7 anos. (Instituto do Câncer)
 
 
Os adultos brigam, dificultam as coisas e julgam saber amar.
Mas as crianças carregam a verdadeira pureza no coração, transparecendo no olhar.
Crianças não têm maldade ou preconceitos, portanto cuidado com o que você planta no coração de cada uma delas.
Ensine as crianças o que realmente importa.  Ser solidário, amoroso com as pessoas, a ser verdadeiro sempre e agir com o coração.
Adultos, fechem os olhos e sintam a beleza de cada alma, a perfeição de um bom coração.
E guardem sempre a criança que foram um dia, dentro de vocês...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os deslimites da palavra

Explicação Desnecessária.

Eu sou meu estandarte pessoal.
Preciso do desperdício das palavras para conter-me.

Quero apalpar meu ego até gozar em mim.
Desculpe a delicadeza.

Manoel de Barros.
Foto:  Fernanda Young diva.    beijomeliga :*

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Verbo: sentir

...Antimonotonia...
 Algum remédio, qualquer remédio.
Algumas pessoas são remédio.
Veneno, dose diária de lembranças.
Pra dar garantia que a solidão passe longe.
Ou passe perto, pra deixar saudade de estar junto..
Matar a saudade num amor tranquilo, embalado pela rede, pelas águas do mar.
Vivendo a poesia, as entrelinhas e a música de cada ser.